Mensagem da banda Clandestinas

A banda Clandestinas respondeu às nossas perguntas em entrevista a distância

A banda – Clandestinas surgiu, em 2017, da necessidade de se fazer ouvida em seus questionamentos sobre padrões de gênero e sexualidade, utilizando a música como ferramenta de luta. Nós, Clandestinas, existimos e junto com todas as mulheres, continuaremos incomodando e gritando arte e luta. Com as nossas músicas, os nossos corpos e com os nossos afetos, combatemos o machismo, o patriarcado, o racismo, a LGBTfobia e todas as várias formas de opressões estruturais.
ALLINE LOLA (guitarra & voz)
CAMILA GODOI  (contrabaixo & voz)
NATALIA BENITE (bateria & voz)
TATIANE SILVESTRONI (produção)
Clandestinas (A Tatiane Silvestroni está atrás da câmera)

 

Confira aqui o que a banda pensa a respeito das atividades durante a pandemia, sobre a presença das mulheres na gestão e como atuam em grupo.

Como estão os ânimos na pandemia?

Nós estamos nos protegendo o máximo possível e cuidando das nossas saúdes mentais. O acolhimento aos vários sentimentos que nos vêm, durante este momento histórico tão complexo, tem sido essencial para enfrentarmos os momentos mais difíceis e nos fortalecermos. Do ponto de vista musical, nós estamos investindo a nossa energia e tempo em experimentações sonoras, individuais ou coletivas, e na composição de novas canções.

Como se dá o processo criativo da banda? Avalie a presença das mulheres no trabalho da banda: quantas mulheres participam da equipe? O regime de gestão é mais horizontal ou mais vertical?

Nós trabalhamos de forma horizontal e coletiva, com cada integrante participando, no seu ritmo e tempo, das tomadas de decisão gerenciais e nas criações artísticas. E o que vimos aprendendo, nestes anos, em conjunto, é o quanto a escuta atenta e acolhedora é essencial para que nós possamos aprender, juntas/es, o “como fazer coletivamente”.

Na gravação do álbum, nas produções do clipe da canção “Nenhuma a menos” e do lyric video da canção “Rotina” e em nossos shows, nós buscamos sempre agregar, como parceiras/es, em nossas equipes técnicas, mulheres e pessoas não-binárias.

E a quantidade de pessoas envolvidas depende do tipo de produção: em nossos shows, a nossa equipe técnica é formada por quatro mulheres (técnica de som, roadie, técnica de iluminação e técnica de projeções mapeadas). Já o clipe de “Nenhuma a menos” envolveu a participação de dezoito pessoas (mulheres e não-binárias) entre artistas e equipe técnica.

Que mensagem vocês mandam para as mulheres neste dia 8 de março?

Nós acreditamos que seja muito fortalecedor lembrarmos, sempre, de que somos uma rede e que, aos poucos, estamos reaprendendo como atuar em rede neste contexto da pandemia. Então, é muito importante, dentro da realidade de cada mulher, nos acolhermos, mantendo os nossos contatos através da internet e termos a certeza de que, juntas, vamos resistir e lutar pela construção de uma sociedade mais justa, pelo fim do patriarcado e do capitalismo, que alimentam todas as formas de opressão.

Portfólio da banda Clandestinas


Expedição CoMMúsica

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