Baixaria Sonora • Sobre varandas blues e calçadas

Baixaria Sonora • Sobre varandas, blues e calçadas

Baixaria Sonora – Sobre varandas, blues e calçadas

Jean Paz escreve a coluna Baixaria Sonora todas as terças-feiras e em seu blog, também Baixaria Sonora

Das saudades que eu sinto, do período que chamamos de “velho normal”, uma delas é flanar (termos que me apropriei do meu querido mestre Xico Sá) aos domingos pelas imediações da Avenida Paulista, bebendo cerveja superfaturada em botecos de cadeiras nada ergonômicas, observando pessoas e situações.
Desde sempre costumo associar músicas às coisas que acontecem na minha vida.

Como se eu vivesse um filme com uma trilha sonora tão eclética quanto a programação de uma tv fechada voltada ao entretenimento de pessoas com mais de 30 anos.

E a Picanha de Chernobill faz parte de inúmeras tardes vagando sem rumo por uma das ruas mais famosas de São Paulo.

Quem já circulou pela Avenida Paulista ao final da tarde de domingo, sabe do que eu estou falando.

Impossível não reparar naquele power trio quebrando tudo, com seu singular visual vintage (que parece ter saído direto de um VHS sobre o Woodstock) seus acordes precisos e não se emocionar com a comoção que eles causam nos transeuntes.

Formada por Matheus Mendes no baixo e na voz, Chico Rigo na guitarra e na voz e Leonardo Sacramento (o Ratão) na bateria, a Picanha de Chernobill, banda gaúcha radicada em São Paulo desde 2013 é uma dos melhores grupos que já tive a honra de ver ao vivo.

Seu som redondo é reflexo de muito trabalho, de quem passou anos tocando em esquinas, calçadas e carregou muito equipamento nas costas.

E que graças ao seu talento já deu as caras em programas de televisão e atravessou o oceano para quebrar tudo no velho continente.

Em março de 2021 a banda lançou o seu mais novo trabalho de estúdio, o álbum “Água, Fogo, Terra e Ar”, repleto de blues, rock e ritmos brasileiros, em canções com uma sonoridade ímpar que vai de Led Zeppelin a Secos e Molhados.

O lançamento do disco “Água, Fogo, Terra e Ar”, ganhou uma temporada de 6 lives, contempladas pelo PROAC estadual da lei Aldir Blanc.

Enquanto não temos vacina e não podemos transitar pelas ruas da cidade ao som da picanha de Chernobill, o jeito é apreciarmos seu trabalho através das suas redes sociais, em nossas varandas abertas, enquanto saboreamos um vinho barato.

Picanha Chernobill

Apreciem sem moderação.

Anhangablues, minha preferida:

 

Varanda Aberta:

 

Primeira live de lançamento do álbum Água, Fogo, Terra e Ar:

 

Picanha de Chernobill no Estúdio Showlivre: https://youtu.be/H1y3fct63AQ

 

Perfil no Spotify: https://open.spotify.com/artist/7Bhz1PxNv2RdImiQnGD4jJ


Expedição CoMMúsica

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