Trans Horizontal #2

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Perfil Biográfico

Fabíola Beni – Violeira, compositora e cantora

Seja na infância no Sítio São João, no município de Vitória Brasil, no interior de São Paulo, ou mesmo nos saraus da UNESP, em Araraquara, a música sempre foi a arte mais presente na vida de Fabíola Beni. Após se formar em Letras, a compositora seguiu os últimos dez anos atuando profissionalmente como empresária e musicista.

Entre 2009 e 2011, ela se apresentava de voz e violão em bares, festas de repúblicas e festivais, como o Interunesp de MPB, onde teve sua primeira composição indicada para uma mostra. Entre 2012 e 2015, Fabíola foi guitarrista da banda “Ruído Fino”, septeto de pop soul que se apresentava em diversos SESCs, onde dividiu palco com Nanny Soul, Izzy Gordon e Tássia Reis. Ainda na guitarra, tocou no quarteto feminino “Musadelic” (2015 a 2017), banda de blues que se apresentava em SESCs, SESIs, casas de shows e festivais. De 2016 a 2018, tocou na “Groove de Bamba”, onde além de guitarrista, tocava cavaco. Com esse conjunto, Fabíola abriu shows para Sandra de Sá e Di Melo, além de se apresentarem em diversos outros espetáculos.

Em todas estas formações musicais, Fabíola Beni também atuava como empresária e, a partir de 2016, como co-fundadora da produtora Sala Ativa, a musicista se oficializava como agenciadora de projetos artísticos musicais. Além disso, a empresa desenvolvia seus próprios projetos como a oficina de música “Diversom”, o grupo de teatro infantil “Dois Duos” e a carreira musical de Fabíola.

De 2019 em diante, a compositora iniciou sua carreira solo, evidenciando o seu “lado violeira”. Para ela, este foi o meio para lançar suas composições mais maduras, onde o sertanejo raiz se mistura às influências modernas do folk e da música instrumental.

Seu mais recente trabalho instrumental faz referências a música caipira e nordestina. Os ritmos regionais como, catira, guarânia, baião, quadrilha e até o afro-cubano, ganham uma releitura muito particular nesse novo trabalho da artista. As músicas trazem uma atmosfera acústica e percussiva, que vão desde um clima solar e dançante até um clima mais soturno e reflexivo.

Fabíola Beni faz alusão ao interior do noroeste paulista em suas composições. Natural desta região, e apesar de toda a modernidade e tecnologia, a compositora tem a roça, a pesca no rio, os “causos”, enfim, a vida simples do caipira e do sertanejo como fonte de inspiração.

Trans Horizontal #2

 

Gabriel Lelis escreve a coluna Trans Horizontal todas as segundas-feiras aqui, na Expedição CoMMúsica. Para acompanhar os posts semanais, inscreva-se em uma de nossas listas de e-mail e acompanhe a cena musical independente.

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