Quatro óperas para ouvir antes de morrer

Quatro óperas para ouvir antes de morrer

Três delas, você já deve ter ouvido, mas talvez não se lembre. Recorde o Pernalonga:

Maestro Leopoldo Pernalonga

Pernalonga regendo a Filarmônica de Londres, imitando o grande Maestro Leopold Stokowsky

 

Carmem

“Georges Bizet Fantasia sobre os temas da Abertura da Ópera Carmen em estilo Rock’n Roll Projeto “Clássicos com Energia” Camerata Florianópolis Brasil Papaya Instrumental Regência: Jeferson Della Rocca Arranjo: Alberto Heller Produção de vídeo da Transitoriamente, Antonio Rossa Áudio da The Magic Place, Renato Pimentel”.

 

A Flauta Mágica

A Flauta Mágica, de Wolfgang Amadeus Mozart, de 1791. O lançamento ocorreu em Viena, na Áustria, e é considerada um marco musical, seja pela excelência seja pelos conceitos expressos a respeito da racionalidade e a importância do conhecimento.

 

 

Picapau e o Barbeiro de Sevilha

A ópera O Barbeiro de Sevilha é de autoria de Gioachino Rossini e é descrita como uma ópera-comédia. Foi escrita em 1816 e até hoje é utilizada como trilha sonora em narrativas audiovisuais. Uma das mais famosas é a que aparece no desenho animado do Picapau.

 

Pitágoras de Samos, de Andersen Viana

O programa Sons da Resistência do dia 24/12 vai colocar no ar a ópera Pitágoras de Samos, de Andersen Viana, uma ópera antifascista. Sua estreia ocorreu este ano, 2021,  e contou com o apoio da Companhia Mineira de Ópera, dentre outros.

Lançamento mundial On Line da Ópera Pitágoras de Samos (2019) de Andersen Viana. Companhia Mineira de Ópera, Direção Musical: André Brant e grande elenco. Patrocínio: LMIC de Belo Horizonte – Brazil On Line world launch of the opera Pythagoras de Samos (2019) by Andersen Viana. Companhia Mineira de Ópera, Musical Direction: André Brant and great cast Contato com o compositor: andersenvianabr@gmail.com

Quatro óperas para ouvir antes de morrer

RESUMO: Magna Grécia 495 a.C., um ano após a saída da ilha de Samos. Myia diz a Pitágoras que o melhor a fazer era ter vindo para Crotona do que ficar em Samos sob o domínio do tirano Polícrates. Assevera a Myia que o mais importante é guardar o tesouro do conhecimento na memória, pois, tiranos e ladrões jamais conseguirão roubá-lo. É quando Pitágoras canta: “Tudo é Número”. Apolônio deseja entrar para os “Pitagóricos”. Então Pitágoras pergunta o que traria a purificação da mente, o domínio da raiva e da agressividade do ser humano? A que Apolônio responde com a “Canção à Paz”. Pitágoras diz que ele será aceito como “akousmatikoi”. Pitágoras canta “A vida é como um espetáculo”. Myia diz a Apolônio que ela estava muito contente por ele e que seu pai era um mestre muito exigente. É quando Myia recorda a “Canção de Ninar”. Apolônio que ainda não havia se declarado a Myia lhe entrega uma rosa branca. Myia diz que Pitágoras era um pai muito severo e que reprovava todos os seus pretendentes, por isso era uma mulher muito só. Mesmo o sentimento sendo recíproco ela tem receio de deixar Pitágoras por tudo o que poderá acontecer com ele se ela for embora. Pitágoras disserta sobre música e matemática. Tendo estabelecido a existência de sete notas na escala musical, ele as associou aos planetas. Cylon – aspirante a discípulo – deseja entrar para os “Pitagóricos”, quando o mestre assegura que ele também teria de enfrentar uma prova difícil.. Cylon diz que sim e que era valoroso, principalmente na caça a animais. Então Pitágoras pergunta a Cylon o que seria exatamente a união das notas que, quando tocadas simultaneamente, produziam um som agradável aos ouvidos. Cylon responde que isto só poderia ser o som de espadas a se batendo no ar. Pitágoras diz que pela segunda vez ele não está apto e que jamais seria aceito para discípulo, o que enfureceu sobremaneira Cylon. Apolônio pondera a Pitágoras que talvez fosse melhor deixar Cylon como “akousmatikoi”, pois ele era um nobre poderoso na cidade. Pitágoras responde que não somente ele não tem habilidades e inteligência para tanto, como também é a antítese moral do ideal. Entrementes, Apolônio conta a Pitágoras sobre o amor que sente por Myia e os dois discutem sobre esta questão. Pitágoras refuta todas as tentativas de Apolônio. Com ódio, Cylon inicia um monólogo dizendo que Pitágoras está velho demais para entendê-lo e que, de agora em diante, todos aqueles seres esquálidos seriam seus inimigos. Sendo assim, jurou a si mesmo e aos deuses que se vingaria e que destruiria todos os “Pitagóricos”, dissipando-os da face da terra. Myia e Apolônio estão a praticar a harpa e o canto quando, de repente, surge Cylon que começa a dissertar sobre o modo de vida deles. Durante estes diálogos Cylon canta “O Homen é Mortal”. Cylon diz que aquela escola teria um fim inesperado exatamente naquele momento. Subitamente aparece um soldado que, para espanto dos presentes, tira sua espada e executa Apolônio e outros, enquanto Myia foge. Myia explica ao pai o que havia acontecido, o que Cylon havia feito – matando seus discípulos e afugentado os outros. Pitágoras disserta sobre os atos dos tiranos e que agora não haveria muito mais o que fazer, a não ser que ela partisse antes que fosse tarde demais. É quando surge o dueto de Myia e Pitágoras com “Melancolia”. Ela reluta, mas finalmente concorda e sai carregando os manuscritos. No templo de Apolo Pitágoras toca sua lira, entremeado por silêncios meditativos. Repentinamente surge Cylon e Pitágoras percebe sua presença. Ele pergunta o que Cylon veio fazer no templo, se estava ali para matá-lo. Cylon responde que ambos sabiam que o templo de Apolo o protegia e que não queria sua morte. Ao contrário, havia trazido pão e leite. Pitágoras disse que preferiria morrer. Triste e só, Pitágoras, em seu monólogo, diz que tudo está terminado, tinha a certeza de que sua alma era imortal e que depois da morte, ela seria transferida para outro corpo. Pitágoras canta: “A vida é como um espetáculo”. Pitágoras morre. Cylon está só. Após a morte de Pitágoras, começa a ter visões do mestre, do deus Apolo, iniciando alucinações. É o início de uma gradativa demência que só piora cada vez mais e mais, até chegar ao ponto de chamar a atenção do Soldado. Cylon nota a presença dele no recinto e começa a dizer coisas desconexas tentando agarrá-lo como se aquele homem fosse a sua salvação. O Soldado responde dizendo que iria salvá-lo, mas que existia apenas uma maneira para curá-lo de toda aquela loucura. Rapidamente o Soldado tira sua espada e o executa.

Quatro óperas para ouvir antes de morrer


Portfólio de Andersen Viana

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