Vivendo de música: Um mundo sem EVH

Vivendo de música: Um mundo sem EVH

 

 

Vivendo de música: Um mundo sem EVHApesar de ter sido criado cercado de quadrinhos e histórias fantásticas, a maioria dos meus heróis usam instrumentos, e não capas. Do meu top 5 list, três nos deixaram. O primeiro, Hendrix, eu ainda não era nascido. Holdsworth foi o segundo. Sem muito rebuliço, o maior improvisador de todos os tempos nos deixou sem nem mesmo as benesses de uma segurança financeira apropriada.

Já o terceiro, veio na devastadora e inesperada notícia há dois anos. A comunidade da guitarra, o rock de um modo geral e a história da música ficou órfã de seu Herói maior.

Mas há algo nas entrelinhas. Uma mensagem acima. E talvez possamos aprender com a perda de EVH.

A música deveria até mesmo pelo enorme sorriso classudo do guitar heroe revolucionário que partiu, ser um lugar de festa, Celebração. Não um ambiente de achismos, ou inseguranças infantis. Deveria também, ser uma ode à jornada sem fim, quase nunca reconhecida como foi com Bach, Vivaldi e Holdsworth.

Momentaneamente estamos tristes. Porém, com o acervo como garantia de dias melhores.

Se você gosta da música e venera uma infinidade de artistas e estilos, você deveria estar apto a estender a mão aos artistas em círculos próximos. EVH o fez para Allan Holdsworth num gesto de admiração e compaixão.

Eddie também nos ensinou que a guitarra é um paixão arrebatadora, mas acima de tudo, um adereço. A canção vem sempre antes. Lembre-se disso.

Se você procura pela eterna competição travestida com gosto pessoal, certamente você está no esporte errado. Eu sugiro atletismo ou fórmula 1.

A música, sobretudo a guitarra, é uma missão. Por isso nem todo mundo vai adiante. O sacrifício do dia a dia pode minar esperanças fúteis, e às vezes fotos e sorrisos vazios são mais fáceis e bem-vindos do que o comprometimento e a paixão.

Outra lição do já saudoso EVH é que se você quer realmente muito alguma coisa, você vai lá e faz. O clássico “ DO IT YOURSELF” . Quando você não quer tanto assim, você inventa uma desculpa.

E de desculpas em desculpas, uma infinidade de músicos exerce a falta de compromisso enquanto artistas verdadeiros surgem cada vez menos nos quatro cantos. Sendo assim, rasas homenagens espocam desde a fatídica notícia de sua morte, provavelmente afim de exercitar a autoafirmação, além do engajamento invisível.

Parafraseando o sueco, que assim como muitos de nós, também foi impactado pela mágica de EVH”:  um dos gigantes absolutos se foi”.

O que fica de legado é indiscutível. A quebra de paradigma, a influência e a força juntamente com a simplicidade de um artista que tocou fundo o coração de muitos. Como último recado, Edward praticamente suplica para que sejamos melhores, mais dignos e complacentes. Afinal, nada disso faz sentido se não compartilharmos notas, acordes e respeito.

L.M

Why can’t this be love –

“ Apenas o tempo dirá

Se nós aguentamos o teste do tempo”. VH.

#ripvanhalen


Post anterior de L.M. 

Author: Maldonalle

Luís Maldonalle é guitarrista há trinta anos e é e considerado um dos grandes expoentes da cena do Centro-Oeste. Atualmente se dedica ao conteúdo via redes e o Tributo Yngwie Malmsteen. Luís sempre foi um aficionado das clássicas histórias de terror e literatura fantástica. O seu livro, Sete Noites em Claro, é a estreia dele no universo do terror e fantasia. Para mais informações visite : https://www.paypal.com/donate?hosted_button_id=M83EX6BSSVXS4

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