Oathbringer lança Tales of Glory

Oathbringer lança Tales of Glory

Oathbringer lança o álbum Tales of Glory pela RTR Records, gravadora sediada na Sérvia e especializada em Metal. O slogan da RTR Records é ‘Old School, No Bullshit’ e já compreendemos a linha de trabalho e quais músicos representam.

Por: Elizabeth Del Nero Tuca

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Recebemos o material de pré-lançamento da Oathbringer em primeira mão e entrevistamos o Milos “Priestkiller” sobre alguns pontos que consideramos fundamentais para o desenvolvimento do projeto musical de uma banda.

Milos “Priestkiller” que, em tradução livre, é “assassino de sacerdotes”, é baixista e vocalista da banda. Seu nome é Milos Stošić e ao ler o sobrenome, provavelmente sua atenção se volta à escrita e como pronunciá-lo e onde estariam as teclas para você digitar todos os acentos.

O uso de nome artístico em inglês é uma prática comum entre artistas ou pessoas que queiram maior alcance na mídia em geral, pois tanto a pronúncia quanto a escrita das línguas eslavas podem oferecer um certo estranhamento. Milos explicou para mim que o sobrenome “Priestkiller” é uma referência à música Priestkiller, da banda Deadly Mosh, no álbum The Blackest Seed. “Priestkiller” é sobrenome artístico do Milos desde 2008 e ele também é integrante da Deadly Mosh.

 

Capa de Tales of Glory. Arte: Velio Josto

A banda Oathbringer

Oathbringer foi formada no final de 2019 como um projeto do guitarrista Lazar Zakić, sob o nome Riddle of Steel. Pouco depois, o baixista e vocalista Miloš “Priestkiller” Stošić juntou-se ao projeto, e as primeiras demos foram feitas nesse período. O line-up ficou completo no início de 2020 com a chegada do guitarrista Petar “Axxer” Djordjevic e do baterista Bora “Helldiver” Petrovic.

 

Da esquerda para a direita: Miloš “Priestkiller” Stošić, Bora “Helldiver” Petrovic, Petar “Axxer” Djordjevic e Lazar Zakić.

 

No final de 2020, a banda assinou contrato com a RTR Records e mudou seu nome para Oathbringer.

Oathbringer gravou seu álbum de estreia no estúdio Coolijana em Kragujevac no período entre Maio/julho de 2021, e Marko Petković Petko ficou a cargo da produção.

A capa do álbum foi desenhada pelo famoso artista italiano Velio Josto, conhecido por seu trabalho com bandas como Vulture, Enforcer, Riot V, Iron Angel, Warlord.

O álbum de estreia do Oathbringer, “Tales of Glory”, será lançado em CD em maio deste ano (2022), com a divulgação do álbum começando neste verão em alguns grandes festivais nacionais sérvios. Uma mini tour pelos Bálcãs está planejada para o outono.

Para todos aqueles que estão ansiosos para ouvir o álbum, há também o primeiro vídeo oficial ao vivo do show em Kragujevac, que inclui alguns covers e o álbum inteiro com exceção “The Ring”. A banda Claymorean também subiu ao palco junto neste show épico.

 

 

A entrevista com Milos “Priestkiller” foi recebida por e-mail e traduzimos as respostas. Depois da versão em português, você encontrará as perguntas e respostas originais, em inglês.

Entrevista com Milos “Priestkiller”, baixista e vocalista da banda Oathbringer, sobre carreira, modelo de negócio, formação e o lançamento de Tales Of Glory

Milos “Priestkiller”

Tuca – Oathbringer foi formado no final de 2019 como um projeto do guitarrista Lazar Zakić, sob o nome Riddle of Steel. Uma mudança de nome envolve um novo projeto musical e vocês estão projetando um novo som, com o lançamento de Tales of Glory. Toda essa mudança foi planejada durante a pandemia e gostaria de saber como vocês viveram esse período de isolamento e incertezas, produzindo um álbum e reescrevendo a história da banda.

Milos “Priestkiller” – Lazar não estava tocando em nenhuma banda na época, e eu terminei de gravar o álbum com o Motorcharge, então, por causa do tempo extra que o isolamento nos trouxe, começamos a fazer músicas sem a preocupação de realmente montar uma banda, mas acabou que esta colaboração foi bem sucedida porque fomos capazes de fazer boa música. A certa altura, sugeri que começássemos um trabalho mais sério e mudássemos o conceito da banda. Sou um grande fã do gênero de fantasia épica, tanto em livros quanto em filmes, e sempre quis fazer uma banda que lidasse com esse tema. Lazar aceitou isso e nós criamos o nome Riddle of Steel, que foi dado por vários motivos. A primeira razão é que somos todos grandes fãs de Venom, e queríamos nomear a banda com o nome de uma música do álbum Wastelands, e a segunda razão é que o nome também tem uma conexão com o gênero de espada e feitiçaria. A mudança de nome veio a pedido do diretor da RTR Records, Wade Childs, que nos informou que já existe uma banda de rock estabelecida com esse nome e que devíamos considerar a mudança. Decidimos mudar o nome para Oathbringer, e esse momento marcou o início da nossa história. Quanto ao período de isolamento em si, de certa forma, foi bom para nós, porque conseguimos nos dedicar totalmente a fazer música.

 

Tuca – Tales of Glory retrata a mais profunda mitologia do mundo nórdico pela figura de Odin, o grande deus, da guerra e do comando. Shayol Ghul fortalece a presença do imaginário medieval e compõe o ambiente. Um álbum conceitual retrata um universo pelo ponto de vista musical e lírico e pergunto a vocês como foi processo de criação e composição do universo mítico e lirico de Tales of Glory.

Milos “Priestkiller” – A música “Odin’s Call” na verdade tem caráter histórico ao invés de mitológico. Na verdade, fala da invasão da Inglaterra em 865 d.C. pelo Grande Exército Pagão, e o caráter mitológico da letra só contribuiu para transmitir o espírito daquela época da maneira mais fiel possível. Quanto às outras músicas, todas elas, exceto “Alone in the Night”, são inspiradas em inúmeras obras de ficção épica e ficção em geral, então, todo o conceito de alguma forma veio naturalmente, porque não foi difícil para mim escrever sobre isso. A música e os arranjos são principalmente escritos por mim e pelo Lazar, enquanto Axxer ficou encarregado dos solos de guitarra.

 

Tuca – O projeto de uma banda sempre envolve a definição de um modelo de negócio capaz de prover financeiramente todos os membros e equipe. A profissionalização e apoio de um selo ou gravadora, assessoria de imprensa e mídia em geral parece ser uma necessidade. Gostaria que vocês contassem a história da banda e como vêm se profissionalizando para um modelo de negócio eficiente e eficaz.

Milos “Priestkiller” – Nos últimos 17, 18 anos, eu fui ou ainda sou membro de muitas bandas e projetos, e os mais importantes deles são Deadly Mosh e Motorcharge, pois com eles já lancei álbuns e ainda estou trabalhando ativamente, então, eu já tinha muita experiência. Desde a formação do Oathbringer, decidimos começar com um trabalho sério que exigia o apoio adequado da gravadora. A RTR Records já lançou um álbum do Motorcharge, então foi natural pedir-lhes em primeiro lugar para publicar o álbum de estreia do Oathbringer também. Após um curto processo de negociação, assinamos um contrato de vários álbuns, então você pode esperar mais álbuns em breve, e espero que gostem.

 

Tuca – Gostaria que contassem um pouco sobre cada integrante da banda, um pouco da história de vida e da formação musical/pessoal.

Milos “Priestkiller” – Helldiver começou sua carreira musical como baterista da banda Deadly Mosh, então tocamos juntos desde 2008. Ele, agora, é oficialmente o baterista das bandas Motorcharge e Oathbringer. Lazar é meu vizinho e nos conhecemos há muito tempo, mas esta é a primeira vez que tocamos na mesma banda, e até agora nossa curta cooperação trouxe resultados muito bons, então espero que continue assim no futuro. Antes de Oathbringer, Lazar tocou na banda de speed metal Steel Hornet. Axxer é o membro mais novo da banda, mas já tocou em várias bandas, e a mais importante delas, com certeza, é o Invisible Hate. Desde o início, ele se encaixou perfeitamente com a banda e contribuiu muito para este álbum com suas ideias. Quando se trata de mim, já respondi parcialmente à pergunta. Além do Oathbringer, toco ativamente nas bandas Motorcharge e Deadly Mosh, e infelizmente sou o mais velho da banda hahaha….

 

Tuca – Quais as principais influências musicais para a formação do repertório?

Milos “Priestkiller” – Não queríamos nos limitar a um gênero musical, mas a própria essência da banda pode ser encontrada no heavy metal dos anos 80, speed metal, mas também em muitas outras direções, como power metal ou doom tradicional. Tenho certeza de que algumas outras influências estarão presentes no próximo álbum. Tentamos fazer música sem a tendência de se encaixar em uma tendência existente a qualquer custo, mas fazer algo que seja interessante de ouvir em 10 ou 20 anos.

 

Tuca – Quais planos e como pensam a continuidade, após o lançamento de Tales of Glory?

Milos “Priestkiller” – Temos muitos planos para o futuro e espero que possamos alcançar todos os nossos objetivos. Em primeiro lugar, nosso principal objetivo é promover Tales of Glory o máximo que pudermos e alcançar o maior número de pessoas possível. O primeiro vídeo da música “Moria” já foi gravado, e outro vídeo está previsto para ser gravado em breve. Já temos shows agendados em todos os principais festivais da Sérvia, e a partir de setembro planejamos fazer uma turnê regional. Muito material para o próximo álbum já foi escrito e nosso objetivo não é esperar muito, mas começar a gravar músicas para o próximo álbum no final deste ano.

 

Tuca – Existe movimento e contornos diferenciando as músicas do álbum Tales of Glory, como na música The Ring (belíssima). Contem mais sobre o álbum e como as músicas se conectam em uma única narrativa.

Milos “Priestkiller” – Estou muito orgulhoso da música “The Ring”, porque é diferente de tudo que fiz até agora. No início, foi concebida como uma música acústica, tocada em dois violões, mas, no final, de acordo com o produtor, Marko Petkovic, fizemos algo totalmente diferente. Ele nos ajudou muito com o arranjo dos instrumentos, e no final ficamos emocionados com o resultado. A propósito, tenho certeza de que essa música será gravada em breve em versão acústica, como foi originalmente concebida, mas queríamos que este álbum incluísse essa versão muito mais complexa. Este álbum foi criado gradualmente. Nós todos juntos como uma banda lentamente criamos nosso próprio estilo neste álbum. Esse processo demorou muito. Antes do Oathbringer ser oficialmente formado, Lazar e eu já tínhamos gravado algumas músicas que, na verdade, eram cobaias, nas quais criamos nossa direção futura. De todas essas músicas, apenas “Under the Spell” estava no álbum como bônus.

 

Aviso de Spoiler: “The Ring” estará no programa de rádio da Expedição CoMMúsica Sons da Resistência #36.

 

Serviço:

A pré-venda de “Tales of Glory” já começou, e os CDs podem ser encomendados pelas páginas e redes sociais da banda, e-mail ou diretamente com a gravadora.
Você pode pré-encomendar através de:
oathbringerkg@gmail.com (SÉRVIA)
merch@rtrrecords.com (EUA-CANADÁ-ÁSIA-UE)

marigoe@rtrrecords.com (BRASIL- AMÉRICA DO SUL)

EUA/Canadá: 9 USD + envio
BR: 26 reais + frete
UE-Ásia: 9 euros + envio
Sérvia: 900 RSD + PTT

Contato de imprensa: marigoe@rtrrecords.com
Siga Oathbringer nas redes sociais: https://linktr.ee/oathbringerofficial
Siga a RTR Records nas redes sociais: https://linktr.ee/rtrrecords

 


Original interview, in English

Tuca – Oathbringer was formed in late 2019 as a project by guitarist Lazar Zakić, under the name Riddle of Steel. A name change involves a new musical project and you are designing a new sound with the release of Tales of Glory. All this change was planned during the pandemic and I would like to know how you lived this period of isolation and uncertainties, producing an album and rewriting the history of the band.

Milos “Priestkiller” – Lazar did not play in any band at the time, and I finished album recording with Motorcharge, so, because of the extra time that isolation brought us, we started making songs without a tendency to really grow into a band, but it turned out that this collaboration was successful because we managed to make some great songs. At one point, I suggested that we start more serious work and change the concept of the band. I’m a big fan of epic fantasy genre, both books and movies,  and I’ve always wanted to make a band that would deal with that theme. Lazar accepted that and we came up with the name Riddle of Steel, which was given for a number of reasons. The first reason is that we are all big fans of Venom, and we wanted to name the band after a song from the album Wastelands, and the second reason is that the name also have connection with the sword and sorcery genre. The name change came at the urging of RTR Records director Wade Childs, which informed us that there is  already an established rock band under that name, and that we should consider changing it. We decided to change the name to Oathbringer, and that moment marked the beginning of our story.  As for the period of isolation itself, in a way it was good for us because we were able to dedicate ourselves completely to making music.

 

Tuca – Tales of Glory portrays the deepest mythology of the Norse world through the figure of Odin, the great god, of war and command. Shayol Ghul strengthens the presence of medieval imagery and composes the environment. A concept album portrays a universe from a musical and lyrical point of view and I ask you how was the process of creating and composing the mythical and lyrical universe of Tales of Glory.

Milos “Priestkiller” – The song “Odin’s Call” actually have historical character rather than a mythological one. It actually speaks of the invasion of England in 865 AD by the Great Heathen’s Army, and the mythological character of the lyrics only contributed to conveying the spirit of that time in the most faithful way possible. As for the other songs, all of them except “Alone in the Night” is inspired by numerous works of epic fiction and fiction in general, so the whole concept somehow came naturally, because it wasn’t hard for me to write about it. Music and arrangements are mostly written by me and Lazar, while Axxer was in charge of the guitar solos.

 

Tuca – The project of a band always involves the definition of a business model capable of providing financially for all the members and team. The professionalization and support of a label or record company, press office and media in general seems to be a necessity. I would like you to tell the history of the band and how they have been professionalizing themselves for an efficient and effective business model.

Milos “Priestkiller” – In the past 17, 18 years I have been or  I am still a member of many bands and projects, and the most important of them are Deadly Mosh and Motorcharge, cause with them I have already released albums and I am still actively working, so I already had a lot of  experience.  Since formation of Oathbringer we decided to start with serious work that required adequate support from the record label. RTR Records has already released one Motorcharge album, so it came natural to ask them at first place to publish Oathbringer debut album also. After short negotiation process we signed a mupltiple album contract, so you can expect more albums soon, and I hope that you will like it.

 

Tuca – I would like you to tell a little about each member of the band, a little of their life history and musical/personal background.

Milos “Priestkiller” – Helldiver started his music career as the drummer of the band Deadly Mosh, so we have been playing together since 2008. He is now officially the drummer of the bands Motorcharge and Oathbringer. Lazar is my neighbor, and we have known each other for a very long time, but this is the first time we have played in the same band, and so far our short cooperation has brought very good results, so I hope that it will remain so in the future. Before Oathbringer, Lazar played in the speed metal band Steel Hornet. Axxer is the youngest member of the band, but he has already played in several bands, and the most important of them is certainly Invisible Hate. From the very beginning, he fit in perfectly with the band and contributed a lot to this album with his ideas. When it comes to me, I have already partially answered the question. In addition to Oathbringer, I actively play in the bands Motorcharge and Deadly Mosh, and unfortunately I am the oldest in the band hahaha ….

 

Tuca – What are the main musical influences for the formation of the repertoire?

Milos “Priestkiller” – We didn’t want to limit ourselves to one music genre, but the very essence of the band can be found in 80’s heavy metal, speed metal, but also many other directions like power metal or traditional doom. I am sure that some other influences will be present on the next album. We try to make music without a tendency to fit into an existing trend at any cost, but to make something that will be interesting to listen to in 10 or 20 years.

 

Tuca – What plans and how do you think continuity after the release of Tales of Glory?

Milos “Priestkiller” – We have a lot of plans for the future, and I hope that we will be able to achieve all our goals. First of all, our main goal  is to promote Tales of Glory as much as we can, and to reach as many people as possible. The first video for the song “Moria” has already been recorded, and another video is planned to be recorded soon. We already have concerts scheduled at all major festivals in Serbia, and from September we plan to play a regional tour. A lot of material for the next album has already been written, and our goal is not to wait too long, but to start recording songs for the next album at the end of this year.

 

Tuca – There is movement and contours differentiating the songs on the Tales of Glory album, as in the song The Ring (beautiful). Tell us more about the album and how the songs connect into a single narrative.

Milos “Priestkiller” – I am very proud of the song “The Ring”, because it is different from everything I have done so far. At the beginning, it was conceived as an acoustic song, played on two acoustic guitars, but in the end, in agreement with the producer, Marko Petkovic, we did something totally different. He helped us a lot with the arrangement of the instruments, and in the end we were thrilled with the result. By the way, I’m sure that this song will be recorded soon as acoustic version, as it was originally conceived, but we wanted this album to include this much more complex version. This album was created gradually. We all together as a band slowly created our own style on this album. That process took a very long time. Before Oathbringer was officially formed, Lazar and I had already recorded a few songs that were actually guinea pigs, on which we created our future direction. Of all these songs, only “Under the Spell” was on the album as a bonus.

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