Propagassom #33 Banda Sotádicos

Propagassom #33 Banda Sotádicos

Propagassom #33 Banda Sotádicos na segunda-feira, 20/06, às 19h. Produção e apresentação de Tom Kbélo.

Onde ouvir:

www.commusica.com.br

 

O Programa Propagassom vai ao ar na segunda, dia 20 de junho, e traz o som e a inquietude da banda Sotádicos.

A palavra sotádicos tem origem na referência ao poeta grego Sotádes, que em sua poética trazia a forma de versos livres, sátiricos, com críticas sociais e erotismo. No Brasil, essa alcunha veio com o poeta Gregório de Matos.

A banda, originária da região de Sapopemba, zona leste de São Paulo, nasce na primeira década do século XXI, parte de um mundo globalizado e receptor informado de manifestações e símbolos de diversas regiões de todo “mundarel”.

A música do mundo está no Sotádicos, e ele, nela; dialogando através da música brasileira com o reggae jamaicano, os teclados do soul estadunidense, as percussões latinas e africanas e os riffs de guitarra do rock universal.

Entre outros fatores, os Sotádicos surgem em um ambiente tal qual uma grande metrópole com suas contradições e efervescências: Encontram-se em uma comunidade católica, São Francisco de Assis, no jardim Grimaldi, local que celebra missas e tem um curso pré-vestibular comunitário, palco de discussões e troca de conhecimentos sociológicos, filosóficos e poéticos. Ao mesmo tempo, grande parte dos integrantes integram o Teatro do não-lugar, grupo teatral que faz apresentações e ensaios nos porões da Igreja Nossa Senhora de Fátima, no mesmo bairro.

Para os jovens daquela região que frequentavam aquele ambiente, a banda se tornou uma grande referência musical e de comportamento e questionamento do status quo existente, tanto no tecido social da classe dominante da cidade, quanto não interações que se davam na periferia.

Crias da sociedade contemporânea, os temas urbanos que afligem os habitantes das grandes metrópoles são colocados em xeque por um lirismo tocante – já presente em seu nome: homenagem ao poeta Gregório de Matos – rompendo com o estabelecido e contrapondo-se a uma sociedade doente e repleta de conceitos fechados.

É nesse rico contexto que Filipe Cirilo (guitarra),José Felipe (bateria), Luis Kinumkabe (baixo), Márcio Bononi (percussão) e Rafael Cirilo (voz, teclado e violão) lançam “Mono”, seu primeiro disco cheio, em parceria com o selo Menino Muquito Records, depois do EP de estréia lançado em 2008.

Fez parte do mapeamento cultural da zona leste de São Paulo na década de 2000, que culminou no Festival O que Difere, dividindo o palco com nomes como Otto, Nação Zumbi e Arnaldo Antunes.

No programa de hoje vamos ouvir as canções do Álbum Mono, de 2012 e Do Ep Sotádicos, de 2008.

Música de abertura: Giuliano Del Sole – Seu cinema

Sotádicos

1 – Ser Teu A Mais
2 – Música de Março
3 – Pavão
4 – Ele, Você
5 – Jandira
6 – Tem Gente
7 – Vai Transar
8 – Retratos de Um Conformista
9 – Soluços e Soluções
10 – Pigarro
11 – Trepara

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