Doces Palavras: Você já foi à Bahia? Não? Então vá

Doces Palavras: Você já foi à Bahia? Não? Então vá

Doces Palavras: Marina Silva e Jedias Hertz a dupla do momento
Edmar Silva

Edmar Silva escreve a coluna Doces Palavras todas as quartas-feiras e é autor do blog Ficha Técnica

Doces Palavras: Você já foi à Bahia? Não? Então vá

George Crhistian é aquele tipo de músico e artista inquieto, criativo e cultivador da sua própria personalidade artística. Com uma vasto catálogo discográfico que teve inicio em 2008, o músico vem desenvolvendo um trabalho primoroso dentro do cenário da musica experimental não só brasileira, mas também mundial.

George Christian em
Fotografia de Eduardo Cesár, com Juan Almeida

Em 2010, o músico lançou o seu próprio selo, o GC Sound Artifacts, para lançar os seus álbuns e também em parcerias com outros selos como Hamfuggi Records e The Church of Noyse Goat.

A primeira vez que ouvi o trabalho de George eu estava fazendo um estudo sobre música experimental, e buscando referência desse estilo dentro da música brasileira e me deparei com o álbum Exilio 3, depois fui me aprofundando mais na obra e conhecendo outros álbuns cada um diferente do outro, todos com um propósito que vai muito além do que somente criar, gravar e lançar.

George nasceu em Salvador/Bahia em meados da década de 80, e esses dias fiquei pensando nos tantos artistas que a Bahia nos deus, pessoas criativas, únicas e que mudaram o rumo da arte no Brasil, dentro da música, literatura, cinema, artes cênicas, artes plásticas, e a lista desses artistas é enorme, e George bebeu dessa agua baiana artística poderosa, que só quem nasce lá bebe e sabe onde é a fonte.

Para falar e escrever sobre a discografia de George é necessário fazer uma matéria especial com vários dias, porque como disse antes, o catálogo é grande e especial. Por isso vou falar do último lançado por ele (mas também fico em dúvida porque ele não para de lançar): África em Mim, álbum que tive a honra de participar junto com o Cesar Blax, baixista do grupo Ala Mil.

África em Mim foi lançado em maio de 2021 pelo selo GC Sound Artifacts e pelo selo espanhol Hamfuggi Records e com distribuição da Tratore. Conforme o próprio artista, “o álbum surgiu com uma motivação básica em mente: evidenciar o quanto de África há em minha formação musical para a minha experimentação guitarrística. E, com isso, quis me conectar com símbolos que identificassem inspirações advindas da cultura africana a partir de minha condição afro-brasileira, sendo eu baiano, nordestino e, também, afrodescendente latino-americano. Não quis pensar a afro brasilidade sob uma ótica demasiado tradicional. Quis dialogar com as sonoridades experimentais diaspóricas, ou da própria África de hoje: o blues Tuareg, o dub jamaicano, o Afro futurismo e a música experimental árabe foram meus pontos de partida.”

O álbum vem tendo uma aceitação com o público tanto aqui no Brasil como no exterior, o que vem consolidando o nome e arte de George nesse planeta que todos chamam de Terra. Por isso não percam essa dica essas doces palavras e mergulhe na obra desse artista único da nossa Música Parafernália Brasileira.

No bandacamp:

https://georgechristian.bandcamp.com/album/frica-em-mim-gcsa-42

Site de George Christian

 

 

Expedição CoMMúsica

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